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MARÉ ALTA
Título:
MARÉ ALTA(Edición Digital)
Subtítulo:
Autor:
PEDRO VIEIRA
Editorial:
COMPANHIA DAS LETRAS
Materia
Narrativa Española e Hispanoamericana del XIX-XXI
ISBN:
978-989-665-754-3
Derechos sobre el eBook:
Imprimible: Prohibido.
Copiar/pegar: Prohibido.
Compartir: 6 dispositivos permitidos.
Colección:
SIN CODIFICAR
10,99 €
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Sinopsis

Um retrato cru e épico do Portugal do século XX pela mão de um dos romancistas mais promissores da literatura portuguesa contemporânea.

Cabe quase tudo num século de vida de um povo.

Naufrágios e glórias, luz e trevas, gente levantada e de joelhos. E, durante todos esses anos, a maré sobe e desce. Há um país que se vai transformando, mesmo visto de longe. Há homens em fuga para a frente, que trocam de nome e de moral. Há mulheres de dentes cerrados. Há filhos deixados para trás. Meadas de histórias e de sangues às quais se perdeu o fio.
Num romance sem heróis, onde todos lutam, sobrevivem e morrem a tentar ser livres, é possível, embora vão, tentar destrinçar, no meio do medo e da culpa, onde acaba a ficção e começa a realidade. E se, por vezes, a intimidade da escrita nos aproxima de acontecimentos distantes, noutros, é a frieza da narrativa que resguarda momentos de grande profundidade.
Maré alta é um retrato cru e épico do Portugal do século XX e de quem o viveu, no limiar onde a esperança, o sonho e a memória se confundem e perdem na sucessão de marés.

Um século é muito tempo. Um século não é nada, quando aprendemos a nadar.

Os elogios da crítica:

Sobre a obra de Pedro Vieira

«Última Paragem, Massamá é um romance de aprendizagem na linha de Nome de Guerra (1938), de Almada Negreiros, ou Os Três Seios de Novélia (1968), de Manuel da Silva Ramos. Dito de outro modo, narrativa pulverizada da cidade mítica. [#] À Lisboa do primeiro modernismo (twenties) e da guerra colonial (sixties), Vieira contrapõe a geração dos diplomados de call-center: [#] Respiração sincopada, jargão conforme.»
Eduardo Pitta, Público

«Pedro Vieira é um repórter nato, com poderes de observação e empatia raros e com uma especial atenção ao uso da língua portuguesa. Há uma verdadeira compulsão em anotar todas as expressões, clichés, corruptelas, bem como a novilíngua anglicizada. Da gestão à religião, passando pelas latitudes travestidas de sabedoria, é um festim da oralidade caótica, bizarra, inventiva, hilariante ou poética."
Pedro Mexia, Expresso, (sobre Última paragem: Massamá)

«Um retrato inovador de um tempo e das linguagens que o dominam. Um tempo muito presente de que cada leitor se sente parte. Somos nós nesta voragem.»

Isabel Lucas, Público (sobre O que não pode ser salvo)

«Fazem falta, na ficção portuguesa contemporânea, romances capazes de captar o momento presente, os impactos da crise económica na sociedade, o modo como os portugueses viveram (ou sobreviveram) nestes últimos anos de austeridade. A literatura é uma arte lenta, mas felizmente há autores que a aceleram e conseguem sintonizá-la com a atualidade. (#) Se no seu primeiro romance, Última Paragem: Massamá, Vieira oferecia-nos uma visão desencantada da vida nos subúrbios, centrada no eixo formado pela Linha de Sintra, agora o objetivo é muito mais abrangente.»

José Mário Silva, Expresso (sobre O que não pode ser salvo)

«Como numa tragédia, há uma espécie de força negra que impele as personagens a uma condenação. Não se trata de uma visão determinística, mas da lucidez de um pessimismo atento. A precipitação final do livro aproxima-o da catástrofe trágica, acabando por lhe dar uma dimensão que o eleva acima de uma simples narrativa.»
Hugo Pinto Santos, Time Out (sobre O que não pode ser salvo)

«Com efeito, não existe passado literário em Portugal para o estilo de Pedro Vieira, o qual não se resume a adornar a narração de uma história, uma simples história (pecado maior do atual romance português),mas, tal como o de Raul Brandão e o de Lobo Antunes, a evidenciar, por meio da caracterização das personagens, segundo uma leitura satírica, traços fundamentais da cultura portuguesa e docomportamento idiossincrático dos portugueses, revolucionados neste princípio de século.»
Miguel Real, Jornal de Letras (sobre O que não pode ser salvo)